Informação ao Público - Destaques
XXXVIX CURSO de Reumatologia CIÊNCIA NA PRÁTICA CLÍNICA 2019

 
 
 
 
 
 
O XXXVIX CURSO de Reumatologia CIÊNCIA NA PRÁTICA CLÍNICA 2017, irá realizar-se nos próximos dias 28 de Fevereiro e 1 de Marco no Hotel D. Inês. Reservem as datas nas vossas agendas. O programa final, sera divulgado brevemente.


Consulta de Artrite Inicial do CHUC: ajudar a «mudar radicalmente o paradigma de sofrimento»

Com o intuito de dar uma resposta rápida aos pedidos de consulta para pessoas com suspeita de artrite inicial, o Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) criou, em 2012, a Consulta de Artrite Inicial, coordenada por José António Pereira da Silva (diretor do Serviço). Atualmente, está também a decorrer uma campanha de sensibilização para a referenciação precoce destes doentes.


Em declarações à Just News, José António Pereira da Silva afirma que “está hoje provado que o tratamento precoce constitui a oportunidade de ouro para modificar de forma mais eficaz o curso da doença e alterar, para melhor, o futuro do doente”.

Segundo o reumatologista, por razões diversas, normalmente, estes doentes chegam ainda demasiado tarde à Consulta de Reumatologia. “Criando uma consulta dedicada à artrite precoce, esperamos sensibilizar a população e os médicos de família para a importância da referenciação atempada e ainda remover todos os obstáculos burocráticos que se opõem a este objetivo”, refere.
 
José António Pereira da Silva durante a 8.ª edição do Fórum das Espondilartrites, que decorreu em janeiro.
 
Especializada na avaliação, tratamento e follow-up de doentes com artralgia clinicamente suspeita de evoluir para artrite e/ou artrite inicial, a Consulta tem como objetivo facilitar a identificação de pessoas com artralgia inflamatória suspeita/artrite tão cedo quanto possível. Além disso, pretende possibilitar um acesso rápido à avaliação de diagnóstico, intervir precocemente no tratamento, e prevenir a progressão para artrite reumatoide e da própria artrite reumatoide.
 
Além de José António Pereira da Silva, na Consulta também estão envolvidas as reumatologistas Tânia Santiago e Cátia Duarte, a sua fundadora. Conta ainda com o apoio do reumatologista João Rovisco para a realização da ecografia musculoesquelética, bem como de todos os médicos do Serviço.
 
 
Campanha sensibiliza a MGF para a referenciação precoce

De acordo com Tânia Santiago, estudos recentes sobre a etiopatogenia da artrite reumatoide têm destacado a fase pré-clínica de artrite (antes do início da artrite clinicamente manifesta), que é caracterizada pela presença de anticorpos (fator reumatoide e/ou anticorpo antipeptídeo citrulinado) e/ou artralgias.

“Quer a presença destes anticorpos, quer a presença de artralgia clinicamente suspeita estão associadas a um aumento significativo do risco de desenvolvimento subsequente de artrite”, explica Tânia Santiago, alertando: “O estudo clínico em Reumatologia deve começar logo que surja artralgia clinicamente suspeita.”

“É fundamental que nenhum doente necessitado perca a oportunidade de ser referenciado o mais cedo possível”, sublinha.

João Rovisco, Tânia Santiago, Cátia Duarte, José António Pereira da Silva.
 
Tendo em conta estes recentes conceitos, o Serviço de Reumatologia do CHUC relançou a campanha de sensibilização para a referenciação precoce destas pessoas. Foram criados folhetos com os critérios de referenciação e desde abril de 2016 que estão a ser realizadas várias sessões clínicas em unidades de saúde familiares.

“Foram enviados convites a diversas unidades de saúde do concelho de Coimbra. Estamos muito satisfeitos porque já tivemos a oportunidade de realizar sessões em várias unidades como, por exemplo: a USF Topázio, UCSP Fernão de Magalhães, UCSP Celas, USF Rainha Santa Isabel, USF Progresso e Saúde, USF Briosa, USF Cruz de Celas, USF Coimbra Sul e UCSP Montemor-o-Velho”, menciona Tânia Santiago.
 
 
A médica acredita que a Consulta de Artrite Inicial só terá sucesso se contar com o contributo da MGF na identificação e referenciação correta e precoce destes casos.

“Com a referenciação precoce destas pessoas à consulta, estamos a contribuir para mudar radicalmente o paradigma de sofrimento e incapacidade irreversível associado à artrite”, sublinha a médica.
 
 
Em jeito de balanço, Cátia Duarte, fundadora da Consulta de Artrite Inicial, afirma que, ao longo dos anos, a mesma tem apresentado um aumento progressivo da referenciação.

“Atualmente, a Consulta conta já com mais de 200 doentes referenciados, sendo que dois terços correspondem a patologia inflamatória, tendo sido estabelecido o diagnóstico de artrite reumatoide na maioria destes casos. Desde o início da campanha, tem-se verificado um aumento do número de casos referenciados”, acrescenta.


Para mais esclarecimentos sobre a Consulta de Artrite Inicial: consultaartriteinicial@chuc.min-saude.pt

Link:

https://www.justnews.pt/noticias/criacao-da-consulta-de-artrite-inicial-do-chuc-mudar-radicalmente-o-paradigma-de-sofrimento/#.WNve_dLyuM9



Vitamina D. Investigação . Depoimento pelo Serviço de Reumatologia da Faculdade de Medicina e Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra

Como repor os níveis de Vitamina D - https://vimeo.com/158310953
 
Fontes de Vitamina D - https://vimeo.com/158310106
 
Os papéis da Vitamina D - https://vimeo.com/158233003
 
Vitamina D – Estudos na Universidade de Coimbra - https://vimeo.com/158232034
 
O Nosso Médico: Vitamina D - https://vimeo.com/158014890
 


José António Pereira da Silva: "Há pessoas tão negativas que funcionam como buracos negros da felicidade dos outros"

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Noticia retirada de: Jornal de Leiria
 
Médico especialista em reumatologia, tem dedicado especial interesse ao estudo da dimensão psicológica da doença. Defende que a felicidade deve ser a medida do valor de todas as coisas
 
O que o fez interessar-se pelo tema da felicidade?
Uma das razões foi ter-me apercebido que não retirava da vida o tipo de satisfação que achava que a minha atitude, os meus valores e a minha competência justificariam. Estava sempre insatisfeito relativamente ao que eram os meus sonhos de perfeição. Todas as pessoas achavam que era brilhante, mas eu sentia que um dia iam descobrir que não. Senti-me desde muito novo convidado a procurar o que me impedia de tirar da vida o tipo de prazer que outros colegas, bem menos empenhados no trabalho, conseguiam tirar. Sem surpresa, digo eu hoje, encontrei o responsável por isso dentro de mim mesmo. Nos meus valores, na minha exigência e na maneira de enfrentar a vida. Mais tarde, vim a encontrar isso junto de um grupo grande de doentes de reumatologia, que são essencialmente os portadores de fibromialgia. São pessoas que sofrem muito, têm dores pelo corpo todo, por vezes muito incapacitantes, nas quais encontrei uma maneira de ser, uma forma de enfrentar a vida muito semelhante à minha.
 
Exigentes, insatisfeitos?
Sim, exigência excessiva, insatisfação com a vida. Isso começou a interessar-me também do ponto de vista clínico, pensando eu que se conseguisse transmitir a essas pessoas o mesmo que consegui acumular em mim – a construção, difícil, da felicidade – conseguiria provavelmente curarlhes a doença, ou pelo menos diminuir drasticamente o peso que a vida representava. Com o tempo, fui também percebendo que são muitíssimo mais do que os fibromiálgicos os doentes para quem isto tem importância. Se a fibromialgia faz aparecer dores horríveis em quem não tem doença nenhuma que se veja, é fácil de compreender que aumentem as dores em quem tem qualquer outra causa. Doentes com artroses, problemas de coluna, artrite reumatoide, se têm aquele perfil psicológico, sofrem também mais.
 
Houve outras razões para o seu interesse pelo tema da felicidade…
A terceira foi uma razão meramente social. Interesso-me pela evolução da sociedade e pelo assunto político. Achava profundamente pobre que a única coisa que praticamente todos os partidos pretendem ver crescer seja a economia. Entendo que atingidos certos níveis de desenvolvimento económico não faz sentido querer mais. Parecia-me necessário um movimento social e político que pusesse o desenvolvimento interno das pessoas, o crescimento da sua satisfação, o seu grau de felicidade, no centro dos objectivos. Andei à procura de movimentos sociais que pensassem isto e infelizmente não encontrei nada muito forte. Mas fiquei a saber que o Butão, um país muito pouco conhecido, tem como objectivo nuclear a Felicidade Nacional Bruta e não o Produto Interno Bruto. Para mim, isto faz tão mais sentido que passei a estudar a felicidade também do ponto de vista social e não apenas individual.
 
Há no cérebro mecanismo químicos que influenciam a felicidade?
Absolutamente. Os estudos indicam que 50% da felicidade de cada pessoa é determinada geneticamente. Nasce- se com maiores ou menores armas para ser feliz ou, pelo contrário, para ser preocupado. Sobre isto vai assentar a sociedade e, sobretudo, a família. Se nascer numa família rigorosa, exigente, perfeccionista, tenderei a reforçar os meus traços da mesma natureza. Se pelo contrário, ainda que eu seja naturalmente perfeccionista, a minha família for ligeira, relaxada, tenderei a reforçar isso e a ver isso compensado. O nosso cérebro, que é uma máquina muito complicada, tem maior ou menor tendência para produzir certo tipo de substâncias, como serotonina, dopamina e oxitocina, que são agentes químicos de emoções positivas. A oxitocina é a hormona do amor, conhecida há muitos anos por, principalmente, induzir o trabalho de parto. Acho absolutamente magnífico que a natureza tenha ligado o parto à hormona do amor, para a mãe se apaixonar imediatamente por aquela coisa horrível que acabou de sair de dentro dela. Somos animais químicos, e esta química, que influencia o nosso comportamento, é também influenciada por ele. Ou seja, uma pessoa exposta a situações de felicidade, de alegria, produzirá mais serotonina. De igual forma, é possível tornar deprimida uma pessoa feliz, se só lhe dermos um ambiente de tristeza e de depressão. A felicidade, ainda que quimicamente mediada, pode e deve ser cultivada por actividades que tendem a favorecê-la.
 
Cada um de nós pode construir a sua felicidade?
Costumo dizer que o único objectivo na vida que me parece que vale a pena procurar se chama felicidade. Já me disseram que isto era uma visão muito simplista da vida, mas eu diria que a felicidade, ou a falta dela, é o resumo de tudo. Entendo mesmo que a felicidade é a medida do valor de todas as coisas. A melhor medida política e social é aquela que der mais felicidade ao maior número de pessoas.
 
Link:
 


Há uma nova esperança para o tratamento da Artrite Reumatoide

Noticia retirada de: Noticias de Coimbra
 
Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) descobriu que as células do sistema imunitário T CD8, produzidas pelo Timo (órgão linfoide situado junto ao coração) para defender o organismo de infeções, estão alteradas na Artrite Reumatoide, sendo responsáveis pela manutenção da doença, quer ao nível sanguíneo quer ao nível das articulações.

Nesta doença crónica, as T CD8 perdem a tolerância imunológica e destroem as células erradas, ou seja, matam as células boas da articulação, revela o estudo realizado, primeiro em modelos animais e posteriormente em humanos, designadamente em 96 doentes com Artrite Reumatoide, seguidos no Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), dirigido pelo Catedrático da Faculdade Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), José António Pereira da Silva.

Os investigadores verificaram ainda, nas experiências com modelos animais, que retirando as T CD8 do sistema, os ratinhos apresentavam melhorias muito significativas. Estes resultados,  explica Helena Carvalheiro, primeira autora do artigo científico publicado no Arthritis & Rheumatology, jornal internacional de referência da área, «abrem portas para o desenvolvimento de novos alvos terapêuticos com o foco nestas células que estão a matar a células erradas porque perderam a capacidade de distinguir o que é estranho daquilo que faz parte do organismo».

Sendo a Artrite Reumatoide uma doença crónica que provoca a destruição das articulações e invalidez progressiva, a procura de novas respostas clínicas «continua a ser um objetivo nuclear, apesar dos notáveis progressos registados já na última década», sublinha o especialista da FMUC, José António Pereira da Silva.

Financiada pela ação Marie-Curie (bolsas atribuídas pela União Europeia) e por um laboratório de indústria farmacêutica, a pesquisa vai agora focar-se em «selecionar as vias moleculares intracelulares das T CD8 que podem ser modificadas geneticamente com fins terapêuticos, isto é, vamos avaliar como funcionam os sinais dentro destas células, através da análise genética, identificar os que estão alterados e proceder à sua reparação para que todas as peças da máquina voltem a funcionar em favor do doente», avança Helena Carvalheiro.


ESTUDO SAOL: Osteoporose em Coimbra

O estudo SAOL teve inicio no ano de 1997 com o intuito de avaliar os factores de risco para osteoporose e a frequência desta doença na população da Freguesia de Santo António dos Olivais e daí retirar ensinamento úteis para todo do mundo. 
 
Na altura foram recrutados 1700 participantes que preencheram um questionário e realizaram uma densitometria e raio X da coluna lombar. Os resultados deste estudo eram um grandioso contributo para o conhecimento da osteoporose a nível nacional e internacional, tendo originado várias publicações científicas. 
 
No ano de 2011 foi iniciada uma reavaliação dos participantes incluídos em 1997, que decorreu até Julho de 2014. Foi possível recolher dados de 1472 participantes, tendo-se realizado 1063 densitometrias e 857 raios X, cujos relatórios foram entregues a todos os participantes. Estes dados estão agora a ser analisados para novas publicações.
 
A equipa de investigação planeia realizar o recrutamento de novos participantes, tendo sido já estabelecida uma parceria nesse sentido com o Centro de Saúde Norton de Matos.
 
Para mais informações acerca do estudo SAOL por favor contacte:
 
934691062
 
saolcoimbra@gmail.com
 
 
 
Este projeto foi financiado por uma bolsa da fundação Merck Sharp & Dohme.


FMUC CONVIDA SÉNIORES PARA ESTUDO SOBRE ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

 
Estima-se que em 2030 o número de idosos com mais de 70 anos na Europa, tenha aumentado 40%.
Perante estes dados o estudo DO-HEALTH assume-se como uma investigação destinada apenas à população com mais de 70 anos.
Este estudo está a decorrer na Clinica Universitária de Reumatologia na Faculdade de Medicina sob a direcção do Prof. José António Pereira da Silva (Professor na FMUC e Director do Serviço de Reumatologia no CHUC).
Pretendemos avaliar três medidas naturais ‐a Vitamina D, o Ómega‐3 e o exercício físico em casa. A nossa questão: Que impacto estes três factores, separadamente ou em conjunto, têm na longevidade e envelhecimento saudável?
Este é um poderoso esforço da União Europeia para contribuir para o envelhecimento saudável e é simultâneo à candidatura de Coimbra como cidade de referência nesta matéria!
Este estudo não envolve custos nem riscos significativos para o participante, aliás estudos anteriores sugerem que estas medidas terão um óptimo impacto na sua saúde.
Participe e divulgue este convite a todos os idosos seus conhecidos, a sua ajuda é preciosa para o recrutamento de 300 idosos na região.
 
Saiba mais em:
Artigo do “Diário de Coimbra” de 4 de março de 2013 - http://reumacare.pt/files/noticia-do-Health.pdf
 
 
Vídeo de apresentação do estudo (em ingles) - https://www.youtube.com/watch?v=im7OOt1n1Vg&feature=youtu.be
 
 
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AVANÇOS NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA OSTEOPOROSE

“O Diagnóstico precoce da doença assume-se como fundamental. Portugal avançou nesta área, com a validação do Algoritmo FRAX, uma ferramenta elaborada pela Organização Mundial de Saúde em 2008 que estima o risco de fratura osteoporótica a 10 anos. Um trabalho coordenado por José António Pereira da Silva, diretor do Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).”
 
Saber mais em
Artigo do “Diário de Coimbra” de 23 de outubro de 2012
 
A versão portuguesa do Algoritmo FRAX já está disponível online (http://www.shef.ac.uk/FRAX/tool.jsp?country=53), onde pode calcular o risco de fratura a 10 anos.